A presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora e Governador Valadares e das Indústrias de Malharias de Juiz de Fora (Sindivest JF-GV), Mariângela Marcon, participou, no dia 5 de março, de uma reunião convocada pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da prefeita Margarida Salomão. O encontro reuniu autoridades, representantes de instituições, entidades empresariais e lideranças do setor produtivo para discutir as próximas ações diante dos impactos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade e a região.
A reunião foi realizada no auditório do Mercado Central de Juiz de Fora e contou também com a participação de representantes de sindicatos industriais ligados à FIEMG, entre eles Ana Lúcia Machado Sabino, presidente do Metal JF; Flávia Gonzaga, presidente do SIA-JF; e Henrique Thielmann, presidente do Sinquifar.
Na ocasião, a prefeita Margarida Salomão apresentou um panorama da situação enfrentada pela cidade após os temporais registrados no final de fevereiro. Segundo ela, na semana da tragédia foram registrados 376 milímetros de chuva, volume 196 milímetros acima do esperado para todo o mês. A prefeita destacou ainda a vulnerabilidade geográfica do município. “Juiz de Fora está localizada em uma região de várzea de rios e serras, o que aumenta a fragilidade da cidade diante de eventos climáticos extremos”, afirmou.
De acordo com Margarida Salomão, cerca de 85 mil pessoas vivem atualmente em áreas de grande risco geológico no município. Os temporais deixaram 8.800 pessoas desalojadas e 498 desabrigadas, que estão sendo acolhidas em 13 escolas municipais. Apesar do cenário desafiador, a prefeita ressaltou a mobilização solidária da população. “A cidade reagiu de forma generosa. Já foram arrecadadas e distribuídas 39 toneladas de alimentos, e a Prefeitura está com um estoque de cerca de 150 toneladas para garantir assistência às famílias atingidas”, afirmou.
A prefeita informou também que foi criado um Comitê de Enfrentamento da Crise, que tem atuado de forma integrada com instituições e órgãos públicos, como o Governo de Minas Gerais, Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, Exército e Corpo de Bombeiros.
Linhas de crédito e programas de reconstrução
Durante o encontro, representantes da Caixa Econômica Federal apresentaram medidas emergenciais para apoiar a população e as empresas afetadas. Entre as ações anunciadas estavam a abertura do protocolo de calamidade para saque do FGTS, além da criação de linhas específicas de crédito para empresas impactadas.
A Caixa também informou que será realizado um levantamento para identificar a necessidade de novas moradias para famílias que perderam suas casas. As soluções incluem a utilização do programa Minha Casa, Minha Vida – modalidade Reconstrução, com financiamento de imóveis de até R$ 200 mil.
Segundo a instituição, imóveis disponíveis no mercado serão cadastrados e apresentados às famílias interessadas. Para unidades com valores superiores, a Caixa prevê a criação de programas de subsídio para compra assistida, ampliando o acesso à moradia.
Representantes do Banco do Brasil também participaram da reunião e apresentaram linhas de crédito emergenciais com juros reduzidos para pessoas físicas e jurídicas, além de programas vinculados ao BNDES Emergencial, destinados ao financiamento da recuperação econômica.
Apoio institucional e mobilização empresarial
Também se manifestaram durante a reunião o vice-prefeito de Juiz de Fora, Marcelo Detoni, e o presidente da Câmara Municipal, José Márcio Garotinho, que destacaram a importância do engajamento do setor empresarial no processo de reconstrução da cidade. Ambos ressaltaram que a participação das entidades representativas e dos empresários será fundamental para acelerar a recuperação econômica e social do município.
Durante o espaço destinado às entidades, a presidente da FIEMG Regional ZM, Mariângela Marcon, apresentou o plano de ação emergencial da Federação, que mobilizou toda a estrutura do Sistema FIEMG para apoiar as cidades atingidas. Entre as medidas destacadas estão a doação de R$ 1 milhão ao Servas, valor que está sendo utilizado para a distribuição de cartões humanitários às famílias afetadas, além da mobilização para a arrecadação e distribuição de colchões, leite, calçados e outros itens essenciais.
A FIEMG também realizou o mapeamento das empresas atingidas e iniciou articulações junto aos governos estadual e federal para garantir medidas emergenciais de apoio ao setor produtivo, incluindo benefícios fiscais e acesso a crédito. Outra frente de atuação envolve o SENAI, que disponibilizou técnicos especializados para avaliação e conserto gratuito de máquinas e equipamentos danificados pelas enchentes, permitindo que as indústrias retomem suas atividades com mais rapidez.
Para Mariângela Marcon, o momento exige união entre poder público, setor produtivo e sociedade civil. “É fundamental garantir a continuidade da atividade econômica, proteger os empregos e preservar a dignidade das pessoas. Este é o momento de unirmos forças para reconstruir a cidade, apoiar as famílias atingidas e garantir que Juiz de Fora volte a crescer com ainda mais força”, afirmou.
Graciele Vianna
Imprensa FIEMG